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UM MANIFESTO AO AMOR – por corações (mais) abertos?

Disse o poeta: “de tudo ao meu amor serei atento”.

Como em todos os anos que já vivemos, lá vem mais um 12 de junho batendo à nossa porta. O que veremos durante o mês pode se resumir em, basicamente, dois retratos: o primeiro, de casais felizes e apaixonados, celebrando mais uma vez – ou pela primeira vez – o dia dos namorados; o segundo, dos solteiros que se animam com as portas abertas, tendo um mundo de possibilidades pela frente (e a economia iminente de não precisar gastar um centavo nesse dia tão concorrido pelo comércio).

Mas, apesar dessas duas pinturas, deixemos que nossos corações sejam sinceros, que observem as nuances. Existe gente no primeiro retrato que não vê a hora de pular para o segundo – a relação já não dá mais certo. E também tem gente na segunda foto que o que mais queria era ter um amor por quem comprar flores, bombons ou simplesmente mandar uma carta no dia 12, 13 ou 20 de qualquer mês.

E existem por aí as pessoas que vivem em uma espécie de limbo entre esses dois lugares tão conhecidos, que são o relacionamento e a solteirice: as que se pegam imaginando, em um 12 de junho sim, outro não, como a vida seria se aquele antigo namoro de infância tivesse dado certo. Se a paixão da adolescência não tivesse findado repentinamente. Aquele casamento que terminou muito antes que o previsto.Quando a gente se pega pensando nessas coisas, a gente se pega pensando em “será por quê terminou?”. Aquele envelhecer juntos que nunca aconteceu. Aquele “eu não quero compromisso” da pessoa que, ao te deixar, casou-se meses depois. Aquela felicidade que você vê nos seus ex em seus relacionamentos atuais, mas nunca viu no seu próprio.

Esse é o limbo das coisas que, simplesmente, não são para ser.E muita gente vive nele. Aliás, talvez seja essa a grande interrogação que surge nos dois retratos mais “tradicionais” dos dias dos namorados, embora ninguém vá admitir que pensa nisso… mas a gente pensa. O passado, ao contrário do futuro, é um lugar bastante confortável, principalmente para o amor. No passado, todo amor deu certo, ainda que tenha ido completamente errado.

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Se percebermos as nuances do dia 12 de junho, vamos enxergar além do que se vê. Não somos uma horda de casais apaixonados, e nem um grupo de pessoas que comemoram a solteirice como uma final de campeonato. Somos gente com passado, com bagagens maiores, ou menores, tentando entender onde foi que erramos tantas vezes, ou se estamos acertando no relacionamento atual. Ou num relacionamento futuro. Somos pessoas em dupla, ou individualmente, projetando o que virá, com a esperança de que isso dará certo.

Às vezes dá.

Às vezes, não.

Nesse 12 de junho, somos sobreviventes. Das cicatrizes que o amor já deixou, das que ele ainda vai deixar. Não se engane: amar é sofrer. É se doar pelo outro. É compreender além da medida. É entender que nem sempre as coisas saem como a gente gostaria. É administrar erros que não são nem seus. Amar não é fácil – e é por isso que muita gente, na correria da atualidade, prefere não nutrir sentimentos. Os relacionamentos são breves, sem muita profundidade, porque assim é mais fácil, não é mesmo? Não temos tempo para bobagens. E quando alguma dificuldade aponta no horizonte, melhor parar enquanto é tempo. Só que colocando só a pontinha do pé na piscina, ou pulando de cabeça nela, sem nem saber se ela está cheia ou vazia, continuaremos sendo sobreviventes. Porque, por afeto ou por instinto, ainda insistimos (ou deveríamos) em amar aqueles que mais nos merecem: nós mesmos.

Somos sobreviventes apaixonados por mais um dia. Apaixonados pela esperança de acordar na próxima manhã e fazer uma vida melhor. Apaixonados pelo desconhecido, que a gente busca tanto conhecer. Somos sobreviventes apaixonados por sermos nós, porque não caberíamos na pele de mais ninguém, e só dentro de nós a gente se entende. Ou deveria. Mesmo que ainda falte um pouquinho para que você se enxergue dessa forma hoje, ou amanhã, não se engane: você é um sobrevivente, apaixonado pela possibilidade de viver mais um dia. Faça o melhor dele, começando sempre por você.

Nosso manifesto nesse junho é ao amor, e principalmente ao amor próprio. Ao respeito por nós mesmos, e por nossos valores, em um mundo cada vez mais moralmente volátil. Ao cuidar de nós mesmos, em tempos onde trabalhamos demais e vivemos de menos. Ao incentivo a nós mesmos, colocando nossos sonhos e vontades em primeiro lugar. Ao viver por nós mesmos, vidas reais, com sentimentos reais, que dificilmente seriam traduzidos em fotos de Instagram ou posts de Facebook. Ao querer vestir uma lingerie que transite pelo poder e pelo conforto, pelo simples fato de estar no nosso corpo, e não no de mais ninguém. Mesmo que ninguém vá olhar. A gente sabe. Por isso, vale a pena.

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Nesse 12 de junho celebremos nós mesmos, mesmo que tenhamos um par para comemorar com a gente. Celebremos mesmo que ainda estejamos esperando esse par aparecer como um chinelo velho para acalentar um pé cansado…

Disse o poeta: “fundamental é mesmo o amor; é impossível ser feliz sozinho”.

Mas a verdade é que ninguém está sozinho quando o amor é direcionado a si mesmo. E esse negócio todo de amor próprio pode parecer bem clichê, mas é todo verdade. Não dá pra passar um 12 de junho, setembro ou outubro feliz com outros, senão com nós mesmos. Os poetas também dizem que “lar é onde o coração está”, e onde quer que você esteja, seu coração estará sempre aí, dentro de você, inteiro, não importa quantas vezes você ache que ele tenha se partido. E quando você se ama da forma certa, você vê que seu coração inteiro estará sempre pronto para mais uma.

Nossos corações são aventureiros por natureza. E pra começar a ser como eles, nesse 12 de junho, celebre toda sua intensidade, todo o amor que você sente por você mesmo. E, quando achar que é hora, abra a porta com um sorriso e aceite que outras pessoas celebrem contigo a intensidade delas.

Que nesse mês, e em todos os próximos, viva em nós o amor que nasce da alma, povoa o peito e sai a voar pelo mundo. Seja da forma, da cor ou do tamanho que vier – mas que seja sempre eterno, enquanto dure. Como disse o poeta.

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