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NÓS NÃO PRECISAMOS TIRAR NOSSAS ROUPAS
(MAS A GENTE PODE, SE QUISER)

Existe uma música muito legal da Ella Eyre que se chama “WeDon’tHavetoTakeOurClothes Off” (“Nós não precisamos tirar nossas roupas”, em tradução literal) em que ela fala, exatamente, que não precisamos tirar nossas roupas para nos divertir.

E é verdade: a gente não precisa, mesmo. Mas a gente pode, sempre que quiser.

Muitas mulheres devem se lembrar da adolescência, do início das mudanças do corpo, de se olharem peladas no espelho e pensarem: “eu nunca vou conseguir ficar assim na frente de ninguém”. Outras muitas podem ter engordado alguns quilinhos nos últimos meses, ou perdido tantos, que se sentem mal em ser elas mesmas na frente de outro alguém, sem roupa. A roupa esconde os defeitos, certo? Mas a realidade é que ela também esconde o melhor de nós. Emaquia a nossa necessidade de priorizar algo que vai além da finitude dos nossos corpos: o nosso prazer. E é preciso que ele seja levado sempre a sério, pois sem ele a vida fica bem difícil.

Precisamos entender, de uma vez por todas, que não são nossos pneuzinhos, ou nossa magreza, que nos definem. Bem menos as roupas que a gente usa, ou deixa de usar. A lingerie que nos acompanha todo dia é um acessório ao nosso corpo, e não o contrário: não é a gente que tem que caber em algo, é o algo que tem que caber na gente. Da mesma forma, o nosso prazer não pode estar adaptado ao que a gente pensa que os outros pensam sobre o nosso corpo: o nosso corpo deve ser instrumento do nosso prazer, que transcende e transborda qualquer montinho – ou montão – de pele.

Claro, existem formas de a gente apreciar mais o que está no espelho: uma calça que cabe na gente, que modela o bumbum, o vestido que faz a gente se lembrar dos contos de fada da infância, a calcinha que não marca, e que fica tão linda que a gente não consegue mais parar de olhar pra ela, na gente. Porque na gaveta, vamos combinar, ela é bem sem graça. Que bem faz uma lingerie sensacional no corpo de um manequim na vitrine? Um manequim que, por mais que pareça o corpo ideal para aquela peça, jamais irá usá-la? Jamais sentirá prazer ao vesti-la ou despi-la? Essa é nossa vantagem competitiva frente aos bonecos que se assemelham a modelos e que a gente vê por todos os cantos (inclusive nas nossas próprias vitrines): eles são apenas cabides. Somos nós que damos vida àquilo que está sendo exposto.

E essa vida só acontece se abraçarmos o conceito de intimidade, aquele que só quem está de bem com o próprio corpo, seja como ele for, entende. É aquela sensação maluca de saber que esse corpo que guarda nossa alma é só nosso, e só responde aos nossos próprios julgamentos e decisões. Se a gente quiser que ele seja saudável, ele vai ser. Se quisermos estragá-lo, vamos estragá-lo. Se o objetivo for manter o peso, ele será mantido, não importa quanto marque a balança. Perder ou ganhar quilos, fazer ou não uma plástica no nariz, colocar ou não silicone, dividir ou não esse corpo com outros e outras. Não tirar ou tirar as nossas roupas. Ficar ou não pelada na frente de alguém. (De alguém que, inclusive, se você bem se lembra, você não julgará o corpo. Viu como essas coisas estão só na nossa cabeça?)

Todas essas são decisões nossas, cujas respostas nos trarão prazer no longo prazo. Talvez no médio, se tivermos sorte. Mas o importante é ter prazer, seja como for, seja onde for, seja com quem for. Seja só. E precisamos levar nosso prazer a sério, pois sem ele a vida fica bem difícil.

Te propomos um desafio: faça, hoje, algo que te dá prazer, mas muito prazer. Mesmo que você não faça isso há muito tempo. Mesmo que dê medo – principalmente se der medo, porque esses acabam por ser os melhores prazeres da vida. Vista o vestido princesa, compre a passagem para a viagem dos sonhos, se declare para alguém especial, se dispa para alguém especial. Leve para viver a lingerie que hoje está naquele manequim que não fará absolutamente nada com ela, porque não pode. Mas você pode, e você vai. E, quando um desafio ou obstáculo se apresentar no seu caminho, tenha muito prazer em conhecê-lo.

Lembre-se sempre de levar seu prazer a sério, pois ninguém mais sentirá prazer por você, a não ser você mesma. A vida é curta, e é bom nos lembrarmos de sermos felizes todos os dias, principalmente quando estiver ouvindo a deliciosa música da Ella Eire que abriu nosso artigo: você não precisa tirar suas roupas. Mas se você quiser, você pode. E pode confiar: nesse momento, exalando prazer e intimidade, conte com a gente!

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