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PAIS ADOTIVOS: UM AMOR INFINITO

Já imaginou ter a casa cheia de meninos? A diversão de uma vida repleta de papos-cueca – e um dia dos pais com presentes Água Fresca em dobro! – está garantida no lar do Alexandre e do Francisco, um casal que só tem amor a dar aos três filhos, Patrick, de 13 anos, Pablo, de 10, e Gabriel, de 7. Ter três filhos homens em diferentes idades significa que os pais coruja vão viver, com muita plenitude, as fases da vida de cada um. E eles mal podem esperar para ver o que vem pela frente…

A história, até aqui, aponta para finais felizes. Como pais adotivos, Alexandre e Francisco tiveram que passar por um processo que pode ser muito desgastante, mas que para eles foi tranquilo. As crianças, que foram adotadas no ano passado, gostaram muito dos novos pais. Escolheram ficar com eles. E, agora, são cuidados com todo o carinho do mundo por dois homens que tentam sempre o melhor que podem para que não falte nada aos três filhotes. Sem se importar com o que as pessoas pensam ou deixam de pensar, eles apenas trabalham, e muito, para que os filhos sejam sempre saudáveis, respeitados e felizes.

Batemos um papo-cueca com o Alexandre, o pai que se enche de orgulho para falar da família. Essa conversa foi, em toda linha escrita, um relato cheio de amor e sinceridade que pode ajudar, inclusive, quem quer adotar uma criança – ou três. Não há obstáculos para quem sonha constituir família e tem o coração aberto para ser escolhido pelo filho que tanto almeja. E, no caso de Alexandre e Francisco, não existe preconceito ou intolerância capaz de fazer com que esse sonho não se torne realidade: o casal é prova viva de que o amor sempre vence.

E de que pai adotivo é tão pai quanto o biológico. É o amor que vale… e, isso, os dois têm de sobra.

PAIS ADOTIVOS

Quando surgiu sua vontade de ser pai?

Sempre quis ser pai. A vontade surgiu na adolescência e foi amadurecendo com o tempo. Minha ideia de realização pessoal sempre esteve vinculada à constituição de uma família.

Existe, para os homens, um “relógio biológico” da paternidade?

Biológico não.  Acredito num relógio “social” ou “cultural”.  A maior parte dos nossos desejos são sustentados por fantasias criadas em sociedade e dentro de uma cultura, então as pessoas, inconscientemente, acabam seguindo padrões.  Meus amigos casaram todos mais ou menos com a mesma idade e tiveram filho mais ou menos na mesma época.  Acredito que questões financeiras, porém, podem atrasar todos os planos.

Como é formar uma família no modelo de adoção?

O processo não é nada complicado.  O pretendente deve procurar a Vara da Infância e assistir a uma reunião inicial.  Depois disso, ele precisa levar alguns documentos, assistir a algumas palestras, passar por uma ou mais entrevistas e ter sua casa visitada.  Estando tudo correto, ele é habilitado e entra para o Cadastro Nacional de Adoção.  Aí é só esperar a criança.  Normalmente, o processo de habilitação demora de 6 meses a 1 ano e meio, no meu caso durou 1 ano e 4 meses.  Já o tempo de espera até a criança chegar está totalmente relacionado ao perfil que o pretendente escolher.  No meu caso, essa espera foi de uma semana apenas, porque tinha um perfil muito amplo, sem exigência de raça, sexo, pouca idade ou sem irmãos.  Perfis muito restritos podem implicar uma espera de anos.

Na formação da família, podemos dizer que o pai escolhe o filho tanto quanto o filho escolhe o pai. Há um período de convivência para ver se a criança se adapta aos pais e vice-versa.  Principalmente no caso de adoções tardias, como foi o caso da minha, as crianças são ouvidas por assistentes sociais, psicólogos, promotores e juízes.  Ela só fica com a nova família se assim desejar.  Quando a criança é muito bebê, porém, isso não é possível.

Ser um pai homoafetivo atrapalha em algo a vida da família ou da criança? Ainda existe muito preconceito?

Não atrapalha em absolutamente nada.  Eu e meu marido somos cuidadores capazes de prover tudo que nossos filhos precisam: amor, limite, educação, proteção, cuidado, etc.  Ser um cuidador independe de sexo, orientação sexual, idade, raça, estado civil, religião…

Inicialmente achei que teríamos que lutar contra o preconceito, mas isso nunca aconteceu.  Em 1 ano que estamos com os meninos, só observamos reações positivas.  Muitas pessoas chegam a vir falar conosco.   Muita gente olha na rua, mas parece mais por curiosidade do que por má intenção.

Quais são os maiores desafios da paternidade? E as maiores alegrias?

Acho que o maior desafio da paternidade é transmitir limite.  Às vezes você chega em casa cansado do trabalho e dá aquela vontade de fazer vista grossa para algo errado que seus filhos fizeram, simplesmente para não criar um clima ruim, mas você não pode fazer isso.  Você precisa ter as regras bem marcadas, claras e constantes.  Elas não podem ser maleabilizadas pelo seu humor daquele dia.  Criança precisa de coerência para poder construir seu sistema de valores. E tudo tem que ser feito pela via do amor.  Você não pode brigar com a criança porque ela te irritou.  Você tem que brigar com ela porque ela não fez o correto, porque ela não fez o que é melhor para ela.  Isso faz toda a diferença.

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